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sexta-feira, 26 de março de 2010

SOLIDARIEDADE: CAMINHO PARA A PAZ

A solidariedade é indispensável para gerar um mundo de justiça e paz.


SOLIDARIEDADE

Muito se tem falado em solidariedade. Mas, na prática, o que é solidariedade? Gramaticalmente, a palavra é classificada como um substantivo, e substantivos servem para indicar os seres, os conceitos e os atos.
A solidariedade, dessa forma, precisa ser entendida como uma atitude. A atitude de apoio, proteção e cuidado com alguém. As grandes epidemias, as guerras e as catástrofes são exemplos de situação que colocam as pessoas diante da necessidade de serem apoiadas, protegidas e cuidadas. Nestas ocasiões, é preciso ter a clareza de que precisamos modificar algumas posturas pessoais e tornarmo-nos disponíveis para enfrentar qualquer dificuldade.
Melhor ainda se nossas ações solidárias não aflorarem apenas em situações extremas, mas se tornarem uma constante, a partir das pequenas coisas do mundo do nosso cotidiano.

PARTICIPAÇÃO

A palavra-chave para sermos solidários é a participação. Ela é o caminho natural para a pessoa exprimir sua tendência inata de realizar, fazer coisas, afirmar-se a si mesmo. Além disso, sua prática envolve a satisfação de outras necessidades básicas: valorização, relacionamento...
Francis Fukuyama, cientista político, descreve em seu livro The Great Disruption que a desagregação social e o individualismo delirante que a acompanham, já começam a declinar, já que o ser humano é naturalmente um ser social e, portanto, encontrará soluções apropriadas por estar aparelhado geneticamente para formar comunidade com seus semelhantes. Em outras palavras, através da participação solidária, nos tornamos mais humanos e felizes e ajudamos outras pessoas a serem felizes também.
Quando participamos, aumenta em nós o sentimento de pertencer. Pertencer, segundo Thomas Malthus, tem duplo sentido. Quando dizemos que algo nos pertence, estamos afirmando que possuímos alguma coisa. Porém, ao dizermos que nós pertencemos, significa que fazemos parte. Ele afirma que quando estamos intimamente envolvidos com uma realidade que nós mesmos, seja um relacionamento de amor, uma comunidade, uma religião ou..., o “eu pertenço, significa: eu encontro aqui o meu lugar”.

SER SOLIDÁRIO

Ser solidário é viver a vida a partir do outro e não apenas a partir de si e para si mesmo.
A solidariedade pode ser comparada com uma escada: tem vários degraus; quanto mais sobe, mais alto se coloca. A solidariedade, para ser eficaz, deve ir gradativamente se qualificando, o que se dá subindo os seguintes degraus da solidariedade, conforme explica o Frei Gilvander Moreira:
1º) Solidariedade em sentido único: pode ser feita através de ajuda econômica. Alguém ajuda alguém.
2º) Solidariedade em dupla direção. Por exemplo: ajuda-se economicamente e recebe-se “em troca” lições para a vida pessoal. Pode se verificar em intercâmbios entre igrejas, escolas, entidades, pessoas etc.
3º) Apoiar Movimentos e organizações: a solidariedade, para com quem está na luta coletiva e organizada, é um gesto que potencializa quem está no campo de batalha para conquistar a justiça. Por exemplo: participar de protestos, passeatas em favor da vida, sindicatos, associações, etc.
4º) Solidariedade com os excluídos. Pode ser desde a ajuda a pessoas que passam por dificuldade até o engajamento político em alguma organização que vive uma sociedade mais justa.

IDÉIAS DE AÇÕES SOLIDÁRIAS

Na área da educação, Cultura e Lazer.
1. Participação na vida da escola através das APMs (Associações de Pais e Mestres) ou APPs (Associações de Pais e Professores).
2. Ajuda a alunos com dificuldades de aprendizado e necessidades especiais, e alfabetização para jovens e adultos..
3. Promoção de eventos como rifas, gincanas, leilões e bingos que gerem recursos para a melhoria da escola e organização de mutirões de reforma e melhoria das instalações.
4. Organização de atividades extracurriculares como oficinas de artesanato, iniciação à informática, culinária, corte e costura, jardinagem, horticultura, fotografia, etc.
5. Organização de atividades esportivas e recreativas como passeios, excursões, jogos e piqueniques.
6. Ajuda na manutenção e expansão do acervo de bibliotecas.
7. Constituição de bandas de música, corais, jograis, etc. organização de oficinas de teatro, dança, música, pintura, vídeo, escultura...
8. Promoção de jogos e torneios com alunos de escolas e jovens de comunidades carentes.

Na área da saúde
1. Acompanhamento a doentes internados em hospitais e visita a doentes crônicos em suas casas.
2. Apoio às campanhas de saúde preventiva e ações de saúde familiar.
3. Doação de sangue e de órgãos.


Na área de Meio Ambiente
1. Promoção de atividades de educação ambiental nas escolas, associações, etc.
2. Mutirões de limpeza de espaços públicos como praças, parques e jardins.
3. Reciclagem de lixo, papel, vidro, plástico etc.


AMBIENTES DE PAZ
Cada grupo deve promover um convívio respeitoso, fraterno, alegre e solidário entre seus próprios integrantes e no relacionamento com outros grupos.
Bernardo Loro, sociólogo colombiano, aponta para a responsabilidade que cada indivíduo tem por sua comunidade, afirmando que “O agir ou não agir de cada um contribui para a formação e consolidação da ordem em que vivemos.”
Fomos nós que críamos a ordem social vigente. Fomos nós que criamos um mundo de desigualdades, injustiças, exclusão. Então, também somos capazes de criar um mundo diferente, melhor, mais humano e justo, um mundo onde todos sejam cidadãos, um mundo onde todos tenham vida digna. Porém, criar este mundo exige o envolvimento de todos, o comprometimento de cada um, a sua participação.

Questões:
  1. Como ser solidário, no dia-a-dia, num mundo em que prevalece o salva-se quem puder, marcado pelo individualismo consumista? 
  2. Não seria romantismo falarmos em solidariedade? 
  3. Como ser solidário quando as relações humanas são permeadas pela desconfiança?


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